Quanto cobrar? Como precificar seu produto artesanal
Precificar "no achismo" é o erro que mais faz produtor trabalhar de graça. A boa notícia: precificar direito é uma continha simples, feita na ordem certa.
1. Custo dos ingredientes
Some quanto você gasta de cada ingrediente na quantidade que a receita usa — não o preço do pacote inteiro. Ex.: se o pacote de 1 kg de farinha custa R$ 5 e a receita usa 250 g, o custo daquela farinha é R$ 1,25.
2. Embalagem e outros custos
Muita gente esquece disso e é onde o lucro some. Inclua:
- Embalagem (pote, saco, tampa, rótulo, laço).
- Gás, energia, água proporcionais.
- Seu tempo (mão de obra — sim, você tem que se pagar!).
3. Despesas do negócio (%)
Some uma porcentagem para cobrir despesas fixas e taxas: transporte, taxa de maquininha/marketplace, impostos, divulgação. Isso entra como um percentual sobre o custo.
4. Margem de lucro
Por fim, aplique a margem — o quanto você quer ganhar acima do custo. Aqui aparece o markup: um multiplicador sobre o custo total. Exemplo:
Custo total por unidade (ingredientes + embalagem + despesas) = R$ 4,00
Quero margem que dobre o valor → preço = R$ 8,00
Lucro por unidade = R$ 4,00
Preço por unidade e por kg
Vale calcular os dois: por unidade (o pote, a fatia) e por kg — assim você compara com o mercado e não vende barato demais sem perceber.
Erros que mais custam caro
- Não contar a própria mão de obra.
- Esquecer a embalagem e a taxa da maquininha.
- Copiar o preço do concorrente sem saber o próprio custo.
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No Meu Rótulo você informa quanto pagou nos ingredientes e ele calcula custo, margem e o preço sugerido por unidade e por kg — junto com a ficha técnica e o rótulo.
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